Para psicólogos e estudantes

Supervisão de casos

Todo psicólogo conhece a solidão de sair de uma sessão cheio de perguntas e sem ninguém para pensar junto. A supervisão é o lugar de desfazer essa solidão.

Você pode chegar sem ter preparado nada

Eu montei um roteiro detalhado de apresentação de caso, e ele existe para quem quiser usar. Só que aprendi rápido que a vida de quem atende raramente permite isso. As pessoas chegam com vários pacientes na cabeça, com um caso pegando fogo naquela semana, sem ter tido tempo de escrever nada. Isso não é falta de compromisso, é como a clínica funciona de verdade.

Então a supervisão comigo não exige preparo. Se você quiser me mandar um relato antes, rende mais, e eu te envio o roteiro para ajudar. Se não der, a gente trabalha com o que você lembra.

Como funciona na prática

  1. Antes de começar, marcamos uma conversa para eu entender o que você precisa e para a gente alinhar expectativas. Sem compromisso de seguir depois.
  2. Na sessão, você me conta o caso, ou uma sessão específica dele, do seu jeito. Eu escuto e vou perguntando.
  3. A gente pensa o caso a dois, a partir da clínica winnicottiana, olhando o que acontece entre você e o paciente e o que às vezes ficou no que não foi dito.
  4. No fim, saímos com orientações concretas para a próxima sessão.
  5. Depois eu te mando indicações de textos do Winnicott que conversam com aquele caso, para você ir construindo repertório próprio.

Não vou te entregar a resposta certa. A ideia não é aplicar fórmula, é você reencontrar o seu próprio jeito de conduzir, com mais firmeza e menos angústia.

Para quem é

  • Recém-formados com pouca experiência clínica, que querem conhecer melhor a visão winnicottiana.
  • Quem está travado num caso e não consegue sair do lugar sozinho.
  • Psicólogos experientes que querem outra lente sobre o que estão conduzindo.
  • Estudantes em formação.

Você não precisa ser winnicottiano. Supervisiono profissionais de outras abordagens e funciona bem. A teoria costuma destravar casos que a própria abordagem da pessoa não está dando conta de entender, e boa parte da sensibilidade dela dá para incorporar ao trabalho que você já faz.

O que costuma aparecer

Algumas coisas se repetem, e quase nenhuma delas é sobre técnica.

  • A pressa de resolver o caso rápido, e a ansiedade de ter uma resposta pronta.
  • A insegurança com a própria atuação, principalmente por falta de experiência.
  • Não saber ainda que público se quer atender, e qual não se quer.
  • As dúvidas de como conduzir a clínica, que ninguém ensina na faculdade. Valores, férias, faltas, o que se sustenta e o que não se sustenta no enquadre.

Essa última parte ocupa mais espaço do que se imagina. Uma decisão que parece administrativa quase sempre está dizendo alguma coisa sobre o tratamento.

Crianças e adolescentes

No consultório eu atendo adultos. Na supervisão, recebo casos de crianças e adolescentes sem problema nenhum, e recebo com frequência.

Faz sentido quando se lembra de onde a teoria vem. Winnicott foi pediatra antes de qualquer coisa, e passou a vida olhando bebê mamar e criança brincar. A obra dele foi construída em cima disso, e é justamente aí que ela tem mais a oferecer.

O formato

DuraçãoCerca de uma hora e meia, para dar tempo de pensar sem correr.
FrequênciaCombinada conforme a sua necessidade, sem periodicidade obrigatória.
FormatoIndividual ou em dupla, online.
ValoresMe pergunte pelo WhatsApp que eu te passo.

Vamos conversar antes?

A gente marca um horário para você me contar o que precisa, e só depois disso você decide se faz sentido começar.